Blog de marialimeira


EXERCÍCIO VIDA NÚMERO UM

Maria José Limeira

 

(Para Rosangela_Aliberti)

 

Quão bonita a folha morta,

esquecida entre as escórias,

que se apega à terra úmida

e re-inventa a flor...



Escrito por marialimeira às 22h45
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POEMA PARA LUÍS DE CAMÕES  

José Saramago

  

Meu amigo, meu espanto, meu convívio,  

Quem pudera dizer-te estas grandezas,  

Que eu não falo do mar, e o céu é nada  

Se nos olhos me cabe.  

A terra basta onde o caminho pára,  

Na figura do corpo está a escala do mundo.  

Olho cansado as mãos, o meu trabalho,  

E sei, se tanto um homem sabe,  

As veredas mais fundas da palavra  

E do espaço maior que, por trás dela,  

São as terras da alma.  

E também sei da luz e da memória,  

Das correntes do sangue o desafio  

Por cima da fronteira e da diferença.  

E a ardência das pedras, a dura combustão  

Dos corpos percutidos como sílex,  

E as grutas do pavor, onde as sombras  

De peixes irreais entram as portas  

Da última razão, que se esconde  

Sob a névoa confusa do discurso.  

E depois o silêncio, e a gravidade  

Das estátuas jazentes, repousando,  

Não mortas, não geladas, devolvidas  

À vida inesperada, descoberta,  

E depois, verticais, as labaredas  

Ateadas nas frontes como espadas,  

E os corpos levantados, as mãos presas,  

E o instante dos olhos que se fundem  

Na lágrima comum. Assim o caos  

Devagar se ordenou entre as estrelas. 



Escrito por marialimeira às 23h21
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Para Luís de Camões - Final

Eram estas as grandezas que dizia  

Ou diria o meu espanto, se dizê-las  

Já não fosse este canto. 

 

Do livro PROVAVELMENTE ALEGRIA, Editorial CAMINHO, Lisboa, 1985, 3ª edição:

 

Fonte:

http://www.secrel.com.br/jpoesia/1saramago2.html

 

 



Escrito por marialimeira às 23h18
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BUNDA ACESA

Maria José Limeira

 

Apaguei o candeeiro.

Acendi a bunda.

Não adiantou.

A escuridão do ambiente

barafunda!

...........

 

PALAVRAS SOLTAS

Maria José Limeira

 

Libertei as palavras

que estavam presas

na garganta,

há muito tempo:

- Cabra safado!!!



Escrito por marialimeira às 18h00
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Recebi de Pastorelli:

Maria José

 

Seu Crônicas do Amanhecer

está uma delícia de ler

gostoso, muito bom

parabéns e obrigado

por me dar esse prazer

 

Beijos

Osvaldo Pastorelli



Escrito por marialimeira às 21h39
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PASSARINHO BATE ASAS

Maria José Limeira

 

A gaiola do nosso amor

é mais asilo do que prisão.

As grades do coração

pesam mais do que a mais

leve flor.

 

Quando passarinho bebe água

e bate asas,

as portas devem estar abertas

para a imensidão.

...........

 

RABISCO NO ESCURO

Maria José Limeira

 

Quando as portas se fecham,

e o vento pára de bater,

escrevo na parede nua

um coração escuro

com seu nome no centro:

você.

 

Atravessado pela flecha

que matou S. Sebastião!



Escrito por marialimeira às 22h50
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BRAÇOS SEDENTOS

Maria José Limeira

 

Quando você chega

cansado,

bebo nos seus braços

a última notícia

da noite.

 

Cochilamos diante

do aparelho de TV.

...........

 

RE-INVENTANDO-ME

Maria José Limeira

 

Vou deixar de ser

escritora.

Esse negócio de fazer

versos

é coisa pra filha

da puta.

Serei cantora

de circo!



Escrito por marialimeira às 22h46
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NO HORTO DOS DISSABORES

Maria José Limeira

 

Minhas flores preferidas

foram embora

depois de abril.

Por falta d´água.

É por isto que,

uma vez por mês,

jorro sangue...

...........

 

OH! AMOR DISTANTE!

Maria José Limeira

 

As cores que você me empresta

nas primaveras

não são fantasias

do etéreo

onde me oculto.

São veras!



Escrito por marialimeira às 22h44
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NU OSSO DO POEMA

para MJLimeira

 

1

cada dia

como se fosse o último

dia das nossas vidas

 

nu poema

um assinalar

 

do canto nosso no osso!

 

2

uma flauta

de osso toca,

sopra o moço,,

 

une a boca

num un...

ir do sopro vibrando...

 

3

nu (o)

momento

sem pensamento,

 

toco

a poesia,,

 

na letra do poema

 

Francisco Coimbra

(20.11.06)



Escrito por marialimeira às 17h44
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Sobre a Nudez

(Para Francisco Coimbra)

 

NUDEZ EXPLÍCITA

Maria José Limeira

 

Quando chega noite,

tiro blusa,

saia,

calcinha,

soutiã,

e você é meu fã.

 

 

NUDEZ IMPLÍCITA

Maria José Limeira

 

No verão, as bocas

se queimam.

No inverno,

se fecham.

Em abril,

florescem.

Em agosto,

esquecem.

 

Nuas.

Sempre nuas.

 

 

NUDEZ A TODA PROVA

Maria José Limeira

 

Vou enfeitar a Poesia

com o que resta de mim:

nudez de ossos

e flores do meu jardim.

 



Escrito por marialimeira às 17h43
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Exercício de haicai V - nov/06

Para Maria José Limeira

 

Fios de lã multicor!

batem dois corações no colo

A gata salta no chão

 

Rosangela_Aliberti

São Paulo,  22-29.XI.06)



Escrito por marialimeira às 08h01
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O espaço é Infinito

Rosangela_Aliberti

 

A disputa nos quintais

dá luz à muitas bicadas

mas também diverte

pois... dá luz à muitos galos

 

Outro dia reencontrei

uma amiga dos tempos da adolescência

ela se transformou em uma belíssima cigarra:

- Rooô! Você fez Letras?

Não sou formiga...

transporto uma outra letrinha

aqui acolá... e assim...

me sinto muito FeliZ

 

O compasso dá voltas e reviravoltas

avançando fronteiras:

- Não sei por que pessoas

insistem em se acotovelar no espaço?

O mundo é tão grande

quando as pessoas

abrem realmente as asas

sejam de aço

ou distribuem plumas...

Sem segredos

 



Escrito por marialimeira às 07h59
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PENSE NO MELHOR!
Maria José Limeira
 
Quando o avião tem sua asa cortada.
E(ou) o navio está a pique.
Ainda quando o trem  em que a gente viaja
se desgoverna...
Pensemos grande:
-Maior do que Deus, ninguém!
 
Quando o amor foi embora.
E(ou) a fortuna se perdeu entre as pernas
bambas
do plano econômico do Governo.
Ainda que o filho esteja doente
e você não possa pagar médicos
e remédios...
Grite bem alto para todo mundo
ouvir:
-Vamos à luta!


Escrito por marialimeira às 07h49
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Morreu o meu doce amigo...

 

Morreu o meu doce amigo Poeta Nel Meirelles, no dia 17

de Novembro último, e eu soube hoje. Foi difícil suportar o

domingo de sol por aqui, sabendo que ele se foi. Estou

muito chorosa. E, sem nenhum desdouro aos demais amigos

poetas, vos digo: vai ser difícil (muito difícil) para mim

aguentar a internet sem Nel Meirelles.

Ele me mandava mensagens, quase que

diariamente, em PVT, e através do orkut,(e eram sempre

poemas!) onde dividia espaço com a gente em nossa

Oficina Literária. Quando sumiu, visitei seu blog,

onde tomei conhecimento de que estava doente, sem

condições de atualizá-lo e sem forças para acessar a

internet... Ah, amigo Nel Meirelles, onde estiver,

saiba que levou um pedacinho de mim com você... e eu

vou ter que sobreviver com o que restou.

Um abraço de muitas saudades.

Saludos. Maria José Limeira.

...........

 

auto-retrato

 

o que vejo no espelho

quando me busco (em vão)

são apenas restos perdidos

do que já foi uma canção

 

Nel Meirelles

 

http://www.falapoet ica.blogger. com.br/

 

 



Escrito por marialimeira às 01h59
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ASSIMETRIA

Maria José Limeira

 

(Para Francisco Coimbra)

 

Entre suas

 

garras sinuosas

as pontes ruem,

 

falas se abatem.

Cortam-se

 

nuas comunicações.



Escrito por marialimeira às 23h58
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Não há consolação,
amigo triste,
o homem é um animal
inconsolável.
(José Saramago, in "A jangada de pedra")
..........

Saludos.
Maria José Limeira



Escrito por marialimeira às 20h51
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“A América deve ser

uma luz  para o mundo,

não um missil”.

(Nancy Pelosi)

 

Pelo fim da Guerra do Iraque:

www.CeasefireCampai gn.org/index. php?id=11



Escrito por marialimeira às 02h24
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SUBVERSIVA

Ferreira Gullar

 

A poesia

quando chega

não respeita nada.

Nem pai nem mãe.

Quando ela chega

de qualquer de seus abismos

desconhece o Estado e a Sociedade Civil

infringe o Código de Águas

relincha

como puta          

nova

em frente ao Palácio da Alvorada. 

 

E só depois

reconsidera: beija

nos olhos os que ganham mal

embala no colo

os que têm sede de felicidade

e de justiça 

 

E promete incendiar o país

 

Fonte>

http://portalliteral.terra.com.br/ferreira_gullar/porelemesmo/subversiva.shtml?porelemesmo



Escrito por marialimeira às 01h06
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O MAU HUMOR DO LOBO MAU

 

O mau humor é antipático

mau humor = nevralgia

irmão da Cefaléia

se contenta com dissabores alheios

alimentando a cela de horrores

queixas, caretas

mais uma lista de roupas sujas,

o mau humor é preguiçoso

desesperançoso

no fundo

o mau humor não perdoa

não esquece

não trata bem a si mesmo

o mau humor é um lobo mau

 

ROSANGELA ALIBERTI



Escrito por marialimeira às 23h25
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SO_(R)RINDO

Rosangela_Aliberti & Maria José Limeira

...........

 

 

Não sei como sobrevivo

Neste mundo maluco

Sobrevivo porque insisto em sobreviver

(Rosangela_Aliberti)

...........

 

Apesar de tudo,

consigo sobreviver

no mundo dos excluídos.

Sou subversiva!

(Maria José Limeira)



Escrito por marialimeira às 21h13
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So_(r)rindo - Cont.

Suas lágrimas

são caquinhos de vidro

em um mosaico no chão

ajoelhou tem que rezar?

remendando os vasos

(Rosangela_Aliberti)

...........

 

Há lágrimas rasas

e profundas.

Umas, límpidas.

Outras, imundas.

(Maria José Limeira)



Escrito por marialimeira às 21h12
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So_(r)rindo - Cont.

No inverno...

suas lágrimas de crocodilo

são cubos mágicos de gelo

descem quentes pela face

são doces têm gosto de k-suco

(Rosangela_Aliberti)

..........

 

Discordo.

Lágrimas de crocodilo

são frias,

amargas

e sabem a fel

de hipocrisia...

(Maria José Limeira)



Escrito por marialimeira às 21h10
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So_(r)rindo - Cont.

Não sei como sobrevivo

Neste mundo maluco

Sobrevivo porque insisto em sobreviver

(Rosangela_Alibert)

..........

 

Eu sobrevivo à noite.

Durmo de manhã.

Passeio à tarde.

Converso com o pôr-do-sol.

Sou Poesia!

(Maria José Limeira)



Escrito por marialimeira às 21h08
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So_(r)rindo - Cont.

Quer que eu faça um Poema de Amor?

 

Imagine uma Diva nua

no seu quarto

recitando um poema seu

(Sim veja! Lá está ela, uma ruiva

ou uma formosa oriental...

Made Twaian ou  Vietnan

uma beldade)

Poderia se chamar

Diana! Cloé! Claude! Luiza! Abaeté! Nikita...

(Rosangela_Aliberti)

...........

 

Quer que eu faça um Poema Infernal?

 

Imagine um homem nu,

plantado na penumbra do seu quarto,

implorando amor.

Com o sexo em ponto

de bala.

Interessa a você que nome

esse homem tem?

(Maria José Limeira)



Escrito por marialimeira às 21h06
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So_(r)rindo - Final

Imagine a sua Diva preferida

cantando junto contigo debaixo do chuveiro

(Piedade! Não me ponha no meio...

rezando sem ajoelhar...)

(Rosangela_Alibert)

..........

 

Imagine um macho

tamanho família

cantando “I love you”,

debaixo do chuveiro,

chamando você

para se ajoelhar.

Convide-me a participar!

(Maria José Limeira)



Escrito por marialimeira às 21h03
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A poesia não merece leituras findas,

há que ser vista e revista,

e a cada visita despertar olhar novo,

inquietações distintas,

emoções meninas.

(Amina Ruthar)

 

http://oficina-blog.zip.net



Escrito por marialimeira às 08h18
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Os beijos de Francisco

Com tanta atenção que me é dedicada no teu blog, acabas de merecer mais uma crónica de "crônica do amanhecer". Da sexta crônica do livro:  

 

Beijar é bom e eu gosto

Caro leitor/a imaginário/a, uma ária: imaginem a partir do título!

 

Inspirados? façam uma redacção. Não chega? Querem saber o que a autora escreveu?

 

Cá vamos nós: «Eu quero agarrar o instante»... Devem querer saber como acabou!?

 

Também não chega? Cálculo... Calcular é bom, acertemos: «Beijos, eu quero tudo o mais», fica demais! Legal, não é?

 

Sabendo o final, já podíamos: morrer felizes!? Fazendo-me a vontade, tua também?, à nossa vontade! Caro/cara, apetece continuar, não é?

 

Há coisas que não caem do céu, para se merecer o final, só lendo o original para perceber, percorrer, e de_gostar: «Quando teus beijos descobrem os segredos do meu ventre, eu viro gente de novo»  

 

Saludos,

Francisco Coimbra

 



Escrito por marialimeira às 22h33
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Poemas, estais pela hora da morte!

(Francisco Coimbra)



Escrito por marialimeira às 22h12
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De Francisco Coimbra para Maria Jo Limeira - Cartas íntimas

14 – correspondência pessoal

Querida Maria José (sabe que a minha irmã se chama  Maria José?), por favor leia e leia

http://www.recantodasletras.com.br/visualizar.php?idt=287516

com toda a atenção e comente - a frio ou a quente. Eu tento ser "cool", cada um é como é.
Agradeço a sua atenção, beijo do coração. 

F
http://www.recantodasletras.com.br/autores/Francisco


M J querida,

pensou que ninguém, apenas nós sabemos?, sabe se  estamos a escrever em combinação um com o outro?
Continue a ser a minha "outra" e "outro" ser_ei,  se_rei para si!
Felicidades, para todos os "outros", para nós sempre!



Escrito por marialimeira às 11h03
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De Francisco C oimbra - Cartas íntimas - Cont.

Eróticos são os malmequeres, rodando, atrás do Sol!
+
uma carta

Não perco muito tempo a pensar quem sou eu ou o que  faço aqui!
Para mim a arte faz parte das minhas necessidades, estas, as necessidades, são sempre excreções.
Não te admires se vires esta minha/nossa carta  publicada na minha “narrativa erótica”, para Mim, para ti e para mim, a arte não é nada que se invente.
Invenções são coisas práticas, feitas com ciência e  arte, criações somos todos nós, Criador há só Um, dizem os seus criados? O meu credo é demasiado simples, credo!... Nem dá para crer, querer dá, eu não  quero outro!
Gosto de ti da mesma maneira que conheço os amigos, eu e eles, cada um vive a sua vida. Claro que tens toda a  razão em relação ao que acabas de dizer, o facto de só  eu saber o que acabei de ler, faz com que apenas tu me  possas perceber. O que é que penso quando escrevo para todas as pessoas esta conversa? Penso que falar com  uma deusa: “Namasté”, é o meu ideal de vida. Procuro-a em cada mulher que conheço, os indianos são muito mais espirituais, cumprimentam deste modo toda a gente:
“Namasté”, adoro o deus que há em ti!... dizem.
«Tristezas não pagam dividas», tu sabes. Também não são as dividas que te incomodam, eu sei...
Não, nunca te te_n_tes preencher com as letras... Nada mais vazio, esfumam-se como ideias... A tentação, essa  Sim: é sublime!
Adorei, sou um adorador nato..., a tua explicação
“me_tá_fora”? Como dizem os putos, é muito “fora”!...



Escrito por marialimeira às 11h00
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De Francisco Coimbra - Cartas íntimas - Cont.

Vamos então a um dueto:

Quero-te ter em privado em letras selvagens
Onde a voz não se articula em palavras

Quero-te ter como quem tem uma fogueira viva nas mãos
O coração soltando labaredas pelas artérias

Quero-te ter como uma espada constante entre a
garganta e o coração
Ostras abrindo para as veias moluscos músculos
Quero-te ver voar só com uma pena e os braços abertos
sobre nada
Ondas dum ventre que é a Terra na terra e pelo mar
Quero-te no ventre sem a barba ou o cabelo crescido de
palavras mães
Orquídeas singelas como ideias simples coloridas de
flores

Quero-te genuíno, porco e divertido e ainda criativo
Ouriço-caixeiro viajante deixando descendentes nas
ascendentes
Quero que venhas encontrar-me com tudo o que é teu
Olorosas mães rosas de todos os continentes
Quero que me feches e lacres a porta da poesia depois
de eu acabar de querer
Olharás por mim enquanto me pedires o impossível!



Escrito por marialimeira às 10h56
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De Francisco Coimbra - Cartas íntimas - Final

Nunca me peças para analisar a tua poesia, isso é a  coisa mais simples que há, a mais injusta também.
Sabes o que é uma opinião? Agora imagina-me a dar opiniões sobre o que tu escreves? Nem com beijos nus...
Gostei muito do nosso dueto, um poemeto? Qual quê??
Uma obra desta parte e da outra, a outra tu imaginas,
esta: aqui vai e fica...
Jinhos rubros,
como as rosas vermelhas.
(se te apetecer publicar, o que é nosso, é teu)

{Autora da foto: Michelle M:
"Me deram um nome e me alienaram de mim"
http://www.olhares.com/utilizadores/detalhes.php?id=3339

Ou, continuem por aqui...
http://www.recantodasletras.com.br/visualizar.php?idt=278543}


Francisco Coimbra
Publicado no Recanto das Letras em 10/11/2006
Código do texto: T287879 

http://www.recantodasletras.com.br/cartas/287879


Escrito por marialimeira às 10h52
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De Francisco Coimbra - Crônicas do amanhecer

Acabei de publicar no Recanto:

http://www.recantodasletras.com.br/cartas/287879

Espero gostes.

+

O que era alegria virou lágrima

A ideia de fotografar, veio de molde a lembrar a ideiamoldura, a cada um destes textos que se fazem crónicade cada crônica lida. Fotografemos pois: «Quando eu estudava na quinta série primária», é o inicio.

Temos pois a autora nos primórdios da arte, na escola.

Volta onde a aprendizagem se faz, rememora mais uma história. Qual e como? O como da crônica, é o trabalho do cronista dando pistas sobre a realidade que observa, vive. À distância ou de forma próxima, acontece aqui à distância no tempo de forma próxima napresença da memória em novo episódio: o aniversário da professora.

A autora dá a ler uma quadra da ocasião, ia nos seus onze anos já se dizendo escritora "nesse tempo" idade e ocupação: aluna.

Porém, é um porém e um mas, um «Mas, porém» o climax da crônica a coincidir com o final.

Francisco Coimbra



Escrito por marialimeira às 10h28
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DE FRANCISCO COIMBRA PARA MARIA LIMEIRA:

 

saltos altos (carta de amor)

 

O artista é o Homem capaz de agir como uma mulher histérica? Tenho todas as dúvidas sobre os artistas, pessoalmente não quero ser artista. Quando muito, crio um heterónimo artista? Daria uma costela e muito mais para criar a Mulher, e para criar o artista? Não dou nada, dou tudo: torno-me artista e rodopio sobre "saltos altos", até cair de costas, de pernas abertas, aos gritos: - Possua(m)-me! Merda.