 |
|
|
|
Nús artísticos em esculturas |
|
|
|
|
Escrito por marialimeira às 12h26
[ ]
[ envie esta mensagem ]
|
Em Português:
ENCARCERADA
Rosina Valcárcel Carnero
(Tradução: Maria José Limeira)
Monarca, Juizes,
Meninos e Poetas:
Vinde! Vinde!
Debaixo da terra,
onde jamais chegou a luz:
Mirai-me encarcerada,
jogada no profundo
abismo dos mortos.
Vinde! Vinde!
Salvai meu corpo!
Longe de todo rastro humano:
Olhai-me encarcerada,
Maldita mil vezes pelos ventos!
Vinde! Vinde!
Aqui nasce o esquecimento.
Escrito por marialimeira às 23h16
[ ]
[ envie esta mensagem ]
|
Em Espanhol:
ENCADENADA
Rosina Valcárcel Carnero
Monarca, Jueces,
Niños y Poetas:
¡Venid, venid!
Debajo de la tierra,
donde jamás llegó la luz:
Miradme encadenada,
arrojada en el profundo
abismo de los muertos.
¡Venid, venid!
¡Salvad mi cuerpo!
Lejos de toda huella humana:
Miradme encadenada,
¡Maldita mil veces por los vientos!
¡Venid, venid!
Aquí nace el olvido.
de Sendas del Bosque, La Rama Florida, 1966.
http://www.redaccionpopular.com/articulos/articulo.php?idArt=533
Escrito por marialimeira às 23h12
[ ]
[ envie esta mensagem ]
|
AS FLORES DE SEMPRE
Maria José Limeira
A Natureza continua produzindo
flores & frutos.
Mas as pessoas carregam as flores
para o asfalto, onde são pisoteadas.
Os frutos são comestíveis,
e suas cascas jogadas nas calçadas.
Foi assim que escorreguei
numa casca de banana.
Em vez de flores,
vi estrelas!
Escrito por marialimeira às 00h49
[ ]
[ envie esta mensagem ]
|
PLÁGIO INTEIRO
Maria José Limeira
Todo ano, chega o outono.
O bom inverno também aparece.
Na primavera, as flores brilham.
No verão, o sol aquece.
Assim, o ano que vem
é a cópia xerox do que passou.
Êta Natureza plagiária!
..........
SOBRAS
Maria José Limeira
Se existem algumas sobras
na Natureza,
não são as mulheres.
As sobras podem ser
os homens.
A começar pelo excesso
de cartilagens
no pênis...
Escrito por marialimeira às 00h47
[ ]
[ envie esta mensagem ]
|
CELEBRAÇÃO
Maria José Limeira
Ergui minha taça de vinho
em homenagem ao Amor.
O sino da igreja tilintou.
Na transubstanciação,
em vez de encontrar Cristo,
quem desceu dos Céus
montado no cavalo de São Jorge
foi você.
Eu juro pela hóstia consagrada!
..........
BEM-ME-QUER-MAL-ME-QUER
Maria José Limeira
Numa roda de amigos,
enfrentei roleta-russa,
para provar que você me amava:
bem-me-quer-mal-me-quer...
E foi assim que descobri
que estava sozinha.
Escrito por marialimeira às 00h46
[ ]
[ envie esta mensagem ]
|
PAIXÃO
Maria José Limeira
A paixão se afoga
em águas rasas.
Toma banho de chuveiro
na seca.
Dá murro em ponta
de faca,
e nó em pingo d´água.
Morre na praia,
afundada em lugar-comum.
...........
SAUDADE SEM CONSOLO
Maria José Limeira
Não existe consolo na saudade.
O que há é um livre despeito
de ser amada e depois descartada.
Ah, saudade...
Você é traiçoeira e hipócrita.
Vá embora!
Escrito por marialimeira às 00h44
[ ]
[ envie esta mensagem ]
|
Parceria Limeira & Rô
MINHA FRASE DO MOMENTO
Maria José Limeira
Na frase que mais bendigo,
tem minha fase do momento,
meus versos de luas cheias,
minhas dores de umbigo,
meu cão sarnento
e meus sapatos sem meias...
Não é uma frase
sem eira nem beira.
É uma oração inteira!
...........
Ah! ave Limeira!
Oração é que nem cachaça
Começa quando ninguém mais se acha
Na presença de Deus
Quer sejam pseudo-santos ou ateus
Tudo recai nas mãos do Olimpo
caindo nos montes de Vênus
ou direto no colo de Zeus
Rosangela_Aliberti
Escrito por marialimeira às 02h29
[ ]
[ envie esta mensagem ]
|
Parceria Limeira & Rô - Cont.
PARA ENCHER MEU VAZIO...
Maria José Limeira
Comi pipocas vendo filme
de terror.
Engoli amendoins olhando aviões
em piruetas no ar.
Mastiguei tremor.
Para esquecer você
comprei caixa de chocolates.
Comi todos, um a um.
Engoli as embalagens
de papel celofane,
até adoecer.
Mastiguei dores
até o fim.
Bem, depois disso,
e só assim,
tive paciência de esperar
o tempo arrefecer...
Escrito por marialimeira às 02h27
[ ]
[ envie esta mensagem ]
|
Parceria Limeira & Rô - Cont.
PAUSA PARA OS COMERCIAIS
O interessante é gastar o vocabulário
Esfriar a mente com palavras
imagens e Viva a Santa Gula!
Vender os "donos do mundo"
a baciada na feira
E voltar prá casa admirando
um pingar-pingar
sem a marvada da dama pinga
Quer espantar varejeiras?
Dance com novas trilhas sonoras
sem o BBB
valorizando
uma por uma das goteiras...
(se não tenho nada de poeta
pelo menos poderei
vir a ser uma boa "marketeira" )
Rosangela_Aliberti
Escrito por marialimeira às 02h25
[ ]
[ envie esta mensagem ]
|
Parceria Limeira & Rô - Cont.
MEU EUCALIPTO OLHANDO PARA O CÉU
Maria José Limeira
Plantei meu eucalipto risonho
somente para fazer chá
quando estivesse gripada.
Ele olha para o céu
e se enamora da estrela.
Eu só quero ver em que isto
vai dar!
Escrito por marialimeira às 02h23
[ ]
[ envie esta mensagem ]
|
Parceria Limeira & Rô - Cont.
CHÁ DE ROSA-CHÁ
Não é o fio de faca
São inúmeras frases dispersas
sem compromisso
Nenhum papel da casa da moeda
É realmente limpo ou imaculado
Pensei em um mendigo
Catando restos numa lata de lixo
Que não sente nojo
da bituca dos cigarros dos outros
do cheiro dos restos
nem tem medo de dormir sobre os cacos
sem sustento próprio e agasalho
ou abrigo
O maior cancro moral
É o pouco valor que se dá as coisas
que não são consideradas belas
(mas, não deve ser mole
dormir sob a luz das estrelas)
Aspiro o humor verde
nos campos vermelhos
em plena Guerra fria
Rosangela_Aliberti
Escrito por marialimeira às 02h22
[ ]
[ envie esta mensagem ]
|
àrceria Limeira & Rô - Cont.
RITUAL DO ADEUS
Maria José Limeira
Quando você disse,
solenemente,
que ia embora,
eu respondi
com coragem,
olhando dentro
dos seus olhos:
-Não vai não. Fica!
...........
BONS VOTOS DECENTES
Que o orgulho e a presunção injustificada
sejam diluídos em seus caminhos
Que a altivez seja sempre inflacionada
Que a soberba mal direcionada seja engolida
E que novos anjos lhe despertem
Dia e noite mais e mais prazer pela Vida
Rosangela_Aliberti
Escrito por marialimeira às 02h20
[ ]
[ envie esta mensagem ]
|
Parceria Limeira & Rô - Cont.
CIDADE EM CONSTRUÇÃO
Maria José Limeira
Quando eu for
Presidente do meu País,
construirei uma cidade
com apenas dois lugares:
um para mim,
outro para você.
Ficaremos só nós dois
entre os lençóis,
longe dos aviões.
Escrito por marialimeira às 02h18
[ ]
[ envie esta mensagem ]
|
Parceria Limeira & Rô - Final
TOM DE DISCURSO
Pensando bem
Não nasci para cortar refrões
"A ocasião faz o homem
dizia José de Alencar"
A hierarquia alonga as distâncias
enquanto os aviões passam
separarei os carneirinhos
escuros dos brancos
cada qual está no lugar certo
querendo ou não
o acertar de contas é próprio
...Se é apropriado?
cada qual sempre dá o que é 'melhor' de si
(ao dignificar algo de bom em si)
quem têm dívidas à pagar
segura o que tem bolso
Quem torce pela Nação
será que estará sempre bem disposto
a ver o rio correr em frente
em favor do Progresso?
Quanto mais se apontam erros
com os dedos sujos
se dá novas cordas para o retrocesso
Sonho virando as falhas do lado avesso
(esperando que os Grandes Sonhos...
se materializem aos poucos)
...........
Sampa, 08.II.07
Rosangela_Aliberti
www.rosangelaliberti.recantodasletras.com.br
João Pessoa, 08.02.3007
Maria José Limeira
http://maria-limeira.zip.net
Escrito por marialimeira às 02h17
[ ]
[ envie esta mensagem ]
|
MUSA
Anderson Santos
À Maria José Limeira
que nunca disse - Fica!
Nem ao resistido
nem à desistência
o verso é reverso é avesso
o canto é vitória ou derrota
melodia ou solidão
um brinde à entrega
outro ao desempate
o revide é a vida e a rede
o dito é verdade ou verdade
própria ou de ninguém
Escrito por marialimeira às 22h00
[ ]
[ envie esta mensagem ]
|
Cineasta produz vídeo sobre escritoras eróticas da Paraíba
As formas e o lirismo na Poesia Erótica Feminina da Paraíba foi o tema que a estudante de Comunicação, Mônica Helena de Andrade Fidelis escolheu para encerrar com chave de ouro seu curso na Universidade Federal da Paraíba, na habilitação Rádio e TV.
O tema será desenvolvido em vídeo de 14 minutos, que vai contar histórias de mulheres paraibanas de diferentes gerações, que escrevem poemas eróticos.
Coragem não falta à autora do vídeo, que já pesquisa o assunto há dois anos e seu projeto se encontra em fase de conclusão, sob a orientação do professor João de Lima.
Entre as escritoras enfocadas estão Irene Dias Cavalcante, Helena Pessoa e Maria José Limeira.
A proposta é “realizar um vídeo documentário sobre a história de mulheres de diferentes gerações que, imbuídas de espírito inovador e ousado, escrevem poemas eróticos e, através do olhar feminino, conhecer as nuances, formas e lirismo da Poesia Erótica Feminina e sua repercussão na sociedade paraibana”, disse a pesquisadora.
Entende a autora do projeto que “a Literatura Erótica era exercida só pelos homens até há bem pouco tempo, e o fato de as mulheres enveredarem por esse caminho já demonstra que o tempo da mudança chegou”.
A Literatura Erótica no Brasil iniciou-se oficialmente, segundo os pesquisadores, em 1915, com os versos ousados da brasileira Gilka Machado, que misturavam Política com Erotismo, e estimularam os movimentos feministas cinqüenta anos depois. Porém, mesmo após a Revolução Sexual, as escritoras brasileiras continuavam inspiradas na submissão e no poder patriarcal, diferentemente da produção musical que revolucionou o mundo com um lirismo anárquico beirando a pornografia.
Porém, nos anos 90 surgem outras poetisas como Ana Cristina César, Hilda Hilst e Márcia Denser, com suas culturas irreverentes, libertárias e desaforadas.
Algumas escritoras paraibanas não ficaram à margem dessa insurgência e divulgaram por conta própria suas produções literárias, a partir dos anos 60, com profundos impactos na sociedade local e nos meios culturais. Pioneira nesse sentido foi a Poetisa Irene Dias Cavalcante, cujo livro de poemas “Eu, mulher, mulher”, valeu-lhe dores de cabeça, inclusive na hora do lançamento, quando algumas portas se fecharam. Ela não se intimidou com as dificuldades e publicou seu segundo livro “Lirerótica”, nos mesmos termos e com o mesmo impacto. Irene é também romancista.
(Do Jornal "O Momento", em fase de reestruturação)
Escrito por marialimeira às 23h15
[ ]
[ envie esta mensagem ]
|
exotics surreal
espelho contra espelho
olhando para o espelho
por detrás do espelho
o espelho
Vai Além
do espelho
Rosangela_Aliberti
São Paulo, 07.II.07
www.rosangelaliberti.recantodasletras.com.br
...........
EXÓTICO TROPICAL
Maria José Limeira
Espelho-me X espelho-te.
Cara a cara.
Rosto & contra-rosto.
Lábios desiguais.
Ai! Que calooorrr!
Escrito por marialimeira às 21h14
[ ]
[ envie esta mensagem ]
|
NOVA OFICINA LITERÁRIA
Reestruturamos nossa comunidade
“Oficina Literária” no Orkut,
agora com novo nome: “Análise Crítica”.
http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=27451741
Aguardamos vocês todos lá.
Saludos.
Maria José Limeira.
Escrito por marialimeira às 23h23
[ ]
[ envie esta mensagem ]
|
NAVEGANDO
Roberto Klotz
Fui mordido pela rocha,
o vento cozinhou estrela,
a mangueira ficou a vê-la,
defendeu-me a galocha.
Bebo água com canivete,
o telefone se retrata,
no discurso do vira-lata,
sola do pé mais três dá sete.
Máquina de caldo-de-cana,
picolé sorriu com cautela,
sábado acende a chama.
Jacaré tropeçou na goela,
até Baco Ana profana,
tudo é possível com ela.
Escrito por marialimeira às 23h59
[ ]
[ envie esta mensagem ]
|
VAGAS LUZES
Maria José Limeira
(Para Roberto Klotz)
No barco do meu ancoradouro
vagas luzes se acendem
e se apagam
como se a noite fosse apenas
o começo do azul
que se anuncia...
Escrito por marialimeira às 23h48
[ ]
[ envie esta mensagem ]
|
SE TIVER ALGUÉM OLHANDO...
Maria José Limeira
Se tiver alguém olhando,
eu tiro a roupa.
Se você passa e não me vê,
cadê você?
O FUNDO DO COPO
Maria José Limeira
Na mesa do bar,
o fundo do copo
me olhava
em comiseração.
Eu olhava a mesa do bar
e via o mar.
O copo era a embarcação.
Quando o barco virou
foi um terrível colosso.
Fiquei no fundo do poço
até hoje...
Escrito por marialimeira às 20h57
[ ]
[ envie esta mensagem ]
|
LINHA DO HORIZONTE
Maria José Limeira
Olho o horizonte ao longe.
Tudo é tão distante.
Mas as pessoas próximas
estão mais longe ainda.
Por exemplo:
você passa por mim
e não me vê.
O que devo fazer
para você deixar
de ser assim?
MONÓLOGO DO AMOR
Maria José Limeira
Quando você foi embora,
tentei me matar.
Atirei-me na enxurrada
do rio.
Olhei lá de cima
do vigésimo terceiro andar.
Peguei a gilete
para me cortar.
Mas, pensando melhor
desfiz esse nó.
Virei-me para mim mesma
e disse:
- Te amo!
Escrito por marialimeira às 20h56
[ ]
[ envie esta mensagem ]
|
SÃO TEUS SEIOS
São teus seios que me deixam louco,
Por eles me fascino e embeveço,
Tocá-los sabe sempre a muito pouco,
Quando de mim é que me esqueço.
Dois montículos que me deixam rouco,
Por clamar por eles a mim me venço,
Parecem-se com frutas de fértil coco,
E eu que já a mim não mais pertenço
Acaricio suavemente a sua derme,
Exposta aos meus sentidos apaziguados,
De quem tem em si a bendita verve.
Deita-os nas minhas mãos bem assim,
Quero vê-los de perto bem eriçados,
À espera do toque, pousados em mim.
Jorge Humberto
02/02/07
Escrito por marialimeira às 21h37
[ ]
[ envie esta mensagem ]
|
 |
| [ ver mensagens anteriores ] |
|
 |


|
 |