a hora do ângelus
"e o que resta é este rastro
este pó erguido..."'
(Xavier Zarco)
enquanto dobram os sinos ...
o templo ressona morno
sob as ladainhas das aves
em piruetas na sobretarde
no seu sacrário a paz dos Absolutos
e o seu pão de cada dia abrigado
na dispensa sacra- ventre lacrado
enquanto dobram os sinos...
escorrem no degraus bentos
esqueletos humanos de olhares apodrecidos
o peito da mulher se esgarça em sequidão
na boca moribunda e agoniada do menino
deus alça os céus no vôo das balas
cortando nuvens entre o vidigal e a rocinha
'"e o que resta é este rastro
este pó erguido..." da minha fé exígua
amina ruthar
às 5:31 PM
Domingo, Outubro 29, 2006
http://aminaruthar.blogspot.com/
Escrito por marialimeira às 21h54
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