Blog de marialimeira


Oi amigos, abram alas,

desfile vai começar.

Vou começar minhas falas,

dar piruetas no ar.

(Maria José Limeira)

 

 

Piruetas, cambalhotas,

versos tortos ou rimados.

Para não bater as botas,

esquento meus requebrados.

(Maria José Limeira)

 

 

Chegando assim de repente,

em todo mundo dou susto.

Mui bom-dia, minha gente.

Sou mulher e tenho busto!

(Maria José Limeira)

 

 

Lindo dia, cavalheiros.

Chego abrindo caminhos.

Acheguem-se, caminheiros.

Estou querendo carinhos.

(Maria José Limeira)

 

 

Chego ao lugar alquebrada,

sem rumo, sem direção.

A hora é madrugada.

O tempo é furacão.

(Maria José Limeira)



Escrito por marialimeira às 15h58
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Talvez o amor sem-fim

seja coisa de antanho.

Para um alguém dizer sim

precisa ver o tamanho.

(Maria José Limeira)

 

 

Casamento é loteria.

Seu tempo é de mangaba.

Começa ao meio-dia.

À meia-noite se acaba.

(Maria José Limeira)

 

 

Perdeste ao me perder.

Ficaste bem mais vazio.

Perdi-me por te querer.

Solidão assim é frio.

(Maria José Limeira)

 

 

 

Brilha lua no infinito.

Brilha sol no esplendor.

Toda liberdade é grito.

Toda pintura tem cor.

(Maria José Limeira)

 

 

Belo exemplo daremos,

se o caso for ficar nua.

Mas se alguém perder os remos,

fique no olho da rua.

(Maria José Limeira)



Escrito por marialimeira às 15h54
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Canto a minha aldeia.

Canto pássaro que voa.

Canto na mesa a ceia.

Canto água que se escoa.

(Maria José Limeira)

 

 

Louvo pássaro que canta.

Canto cigarras e flores.

A minha voz na garganta

espanta todas as dores.

(Maria José Limeira)

 

 

 

Solidão, palavra linda,

para o poeta cantar.

Toda dor grande é infinda.

Todo amor brilha ao luar.

(Maria José Limeira)

 

 

Toda lembrança é legado.

Todo sofrimento é dor.

Todo polícia é soldado.

Todo sol tem que se pôr.

(Maria José Limeira)

 

 

Com todos a quem amamos

vamos encher uma arca.

Com tanto amor navegamos

e enganamos a Parca.

(Maria José Limeira)

 

 

Co´as benesses que criou

a Parca passou ao largo.

Confundiu amor & dor.

Tomou sopa de aspargo.

(Maria José Limeira)



Escrito por marialimeira às 15h49
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Boa-noite, cavalheiros.

E para as damas também.

Recolho os meus cueiros

pois já vou pegar o trem.

(Maria José limeira)

 

 

Eis meu recado por ora.

Minhas trovinhas já fiz.

Vou embora então agora.

Deixo meu traço de giz.

(Maria José Limeira)

 

 

Adeus é um sentimento

muito triste, dolorido.

A chegança é unguento.

Partida é sem sentido.

(Maria José Limeira)

 

 

Até mais, senhoras damas.

Cavalheiros, obrigada.

Peixe é coberto de escamas.

Adeus é lua esfumada.

(Maria José Limeira)



Escrito por marialimeira às 15h40
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Boa-noite, meus senhores.

Minhas senhoras, cheguei.

Quem esquece cura as dores.

Quem não é rainha é rei.

(Maria José Limeira)

 

 

 

Alô, alô, minha gente.

Estou chegando com saúde.

Nesse trem, só tem pingente.

No cemitério, ataúde.

{Maria José Limeira}

 

 

E voltando hoje estou

depois de ter ido embora.

Não sei se dou ou não dou

a quem só me dá o fora.

(Maria José Limeira)



Escrito por marialimeira às 23h06
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No Carnaval tem confete.

Na Páscoa pula coelho.

No inferno o infitete

tira água do joelho.

{Maria José Limeira}

 

 

Era muito apaixonado

aquele que muito amou.

Mas depois, decepcionado,

em muita dor mergulhou.

{Maria José Limeira}

 

 

 

Armei rede na varanda.

Cantei canção ao luar.

Beijei meu amor de banda.

Outra vez eu vou beijar.

(Maria José Limeira)

 

 

Que para o bem contribui...

Oh que rima sem fragor.

Quem muito amor distribui

não precisa de pudor.

(Maria José Limeira)

 

 

Beija-flor leva recado

àquele que me deixou.

Diz que mundo está mudado

e vazio sem amor.

(Maria José Limeira)



Escrito por marialimeira às 23h04
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A experiência enrica.

A estupidez destoa.

Pra quem ama uma dica:

se pegue com gente boa!

(Maria José Limeira)

 

 

 

Viver o amor bandido

é dar uns murros ao vento.

É não ser correspondido,

morrer de frio ao relento.

(Maria José Limeira)

 

 

Cultive a ousadia.

Cheque freio e embreagem.

Quando amanhecer o dia,

prepare-se para a viagem.

(Maria José Limeira)

 

 

Primavera, uma festa.

Verão, o sol incendeia.

No inverno, durmo sesta.

No outono, faço teia.

(Maria José Limeira)

 

 

A ave dobra-se em vôo.

Tão bonita é a garça.

Mulher feia dá enjôo.

Homem bonito é farsa.

(Maria José Limeira)

 

 

O coelho salta e corre,

atravessa a tramela.

Ele pensa que não morre.

Mas vai parar na panela.

(Maria José Limeira)



Escrito por marialimeira às 23h01
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Que não queria casar

todo mundo já sabia.

Casamento é um azar.

Mais parece loteria.

(Maria José Limeira)

 

 

São a paz na sua essência

e o amor realizado

que fazem a consciência

do que é o ser amado.

(Maria José Limeira)

 

 

Amar sem compromisso,

comer comida sem sal.

Ora, amigo, deixe disso.

Amar demais não faz mal.

(Maria José Limeira)

 

 

Eu te quero só pra mim,

me disse aquele ingrato.

No começo, era jasmim.

Depois, cuspiu-me no prato.

(Maria José Limeira)

 

 

Aos outros sempre culpando?

Isto não vai dar em nada.

É melhor ir deslindando

nó-cego da caminhada.

(Maria José Limeira)



Escrito por marialimeira às 22h59
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Eu te quero só pra mim,

me disse aquele ingrato.

No começo, era jasmim.

Depois, cuspiu-me no prato.

(Maria José Limeira)

 

 

 

Aos outros sempre culpando?

Isto não vai dar em nada.

É melhor ir deslindando

nó-cego da caminhada.

(Maria José Limeira)

 

 

Nó-cego na caminhada

é dar nó em pingo dágua.

Muito melhor dar bimbada

do que se afogar em mágoa.

(Maria José Limeira)

 

 

Vendo o vôo do urubu

penso com minha tristeza:

tenho medo de urutu,

tenho medo de incerteza.

(Maria José Limeira)



Escrito por marialimeira às 22h56
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Pra mostrar o meu apreço

faço o que é preciso.

Rasgo a teia que teço

e perco até o juízo.

(Maria José Limeira)

 

 

Ao senso se diz juízo.

Já o censo é estatística.

Gato não aceita guizo.

Todo verbo é linguística.

(Maria José Limeira)

 

 

Ao negro se diz escuro.

À palidez se diz branca.

Ao que vem se diz futuro.

À chave se diz que tranca.

(Maria José Limeira)

 

 

E ter nascido poeta

faz de mim mui sofredora.

Em todo alfabeto, beta.

Em toda caixa, pandora.

(Maria José Limeira)



Escrito por marialimeira às 22h50
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De biquinho sempre aberto,

passarinho quer comer.

Mas comida não está perto.

Resolveu comer você.

(Maria José Limeira)

 

 

 

Tenho pavor a sinecura.

Tenho horror a ingratidão.

Aquela dita bem dura

só faz bem ao coração.

(Maria José Limeira)

 

 

 

Vamos lá com ternura

a trova continuar.

Eu digo: a dor tem cura.

O que você diz de lá?

(Maria José Limeira)

 

 

Quem quiser continuar

pegue lápis ou pincel.

Escreva a palavra amar.

Pinte estrelas no céu.

(Maria José Limeira)

 

 

Fonte:

Comunidades Orkut "Maranguape (CE)" e "Trovadores noturnos".

 



Escrito por marialimeira às 22h48
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