Blog de marialimeira


POEMA PARA IRACY S. B. BICUDO,

PSICÓLOGA DA POLÍCIA FEDERAL-PB

(Maria José Limeira)

 

Iracy de olhos lindos

vê a vida deslumbrada.

Avista trilhos infindos

na estrada.

 

As trilhas vão mais além

do que pode o olhar.

Iracy, um querer-bem

só acontece se amar.

 

Amar é expor o novo

onde antes era o eu.

É distinguir o que é povo.

É separar luz do breu.

 

Menina, olha a estrada.

Vereda é mais que desvio.

Ó Iracy fascinada,

que rota segue teu rio?

 

João Pessoa, 27-11-2010



Escrito por marialimeira às 00h27
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POEMA PARA INÁ LÚCIA,

ASSISTENTE SOCIAL DA POLÍCIA FEDERAL-PB

(Maria José Limeira)

 

Iná Lúcia navega  segredos,

caminha sigilos,

tropeça fragores,

receia estampidos.

Não quer ouvir roncos,

ruídos,

rugidos.

 

Pois é...

No coração delicado

de Iná Lúcia,

só há lugar para a música.

 

João Pessoa, 27-11-2010



Escrito por marialimeira às 00h24
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POEMA PARA LÚCIA TOLEDO,

CHEFE DE RECURSOS HUMANOS
DA POLÍCIA FEDERAL-PB

(Maria José Limeira)

 

Das ondas sonoras

de Sevilha,

surge um rosto de mulher

pintado a carmim,

de olhos brilhantes

& capciosos,

dissimulados pelo brilho

do leque aberto de seda

das carpintarias da China

das quais quinquilharias

 – ó País Legendário! –

fora mandado o tal brilho valioso,

bordado a fio de ouro,

especialmente para ela,

para que refulgisse nos salões da moda,

flamejante como gaivota

planando altaneira sobre o mar.

 

Deve ser por isso que Lúcia Toledo

canta & dança tão bem o fado,

o tango

& o tiro-liro-li

sobre o calçamento irregular

das ruas de Portugal,

quando se proclama seresteira.

 

João Pessoa, 27-11-2010



Escrito por marialimeira às 00h21
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Uma homenagem

DÁ-ME LICENÇA, RODRIGO?

Maria José Limeira

 

Em memória ao Poeta Rodrigo de Souza Leão (1965-2009)

 

Tu que doloriste o sonho.

Que saturaste a luz

do teu corpo.

Que engataste a primeira

numa caleça não-dirigível.

Por isso tua combustão dispersou-se

colorindo de azul os céus de sóis,

de estrelas,

de mares,

maremotos,

maristelas,

florisbelas

e batusquelas de abadás.

 

Mandavas uivos aos ventos.

Ó tu, morbidez de pássaro abatido

em pleno arroubo.

Que gritavas na escuridão dentro da noite,

conseguindo estilhaçar os vidros da janela

de teu quarto,

fugindo para o claro da manhã,

como a mariposa que morre

nos braços gélidos da lua,

zurzindo esta poesia,

minha & tua.

 

Ao impetrares o Olímpio

onde só os deuses convivem,

ensinaste-me a direção

da parada terminal da estação

do inferno de Rimbaud

também,

que somente tu & ele percebiam.

Deste-me, assim, esse espaço que ganhei,

meu bem,

tentando embarcar no vôo 747,

que não vem,

porque não tem exílio onde pousar.

 

Rodrigo, fica no meu colo,

como no útero da mãe que não tiveste.

Não me irritarei se gritas.

Não taparei meus olhos para não ver.

Não fecharei meus ouvidos aos teus versos.

Cantarei para ti

a música dos meninos sem medo,

para que cheguem pacíficos

ao destino que os escolheu.

 

Vai, Rodrigo amigo.

Desnuda-te.

Sacode os braços para o alto.

Voa!

 

João Pessoa, 19-11-2010

Hospital Samaritano

 

 



Escrito por marialimeira às 23h47
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CQC - O melhor programa da TV Brasileira!



Escrito por marialimeira às 19h40
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Vergonha: Terror no Rio



Escrito por marialimeira às 19h35
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O ADEUS É MAIS DO QUE O ATÉ LOGO.

MAS, O QUE SIGNIFICAM  ATÉ LOGO E  ADEUS?

ATÉ LOGO É A INQUIETAÇÃO DO DE-VIR.

E O ADEUS, O QUE QUER DIZER?

ADEUS É QUANDO O AMOR CHEGA AO FIM.

(Maria José Limeira)

 

Para Jorge Vicente

 

Aos meus amigos vos digo.

Eu queria escrever um texto que falasse

da beleza da alma.

Que, como um sinal de carinho,

vos alcançasse.

Um texto amigo, companheiro, camarada,

que desaguasse tudo,

e no entanto,

não precisasse dizer nada.

 

Mas, que entendo eu de alma,

pois estou presa ao meu corpo

desde o primeiro beijo

que um gesto de adeus cortara,

abrupta & definitivamente.

 

Ah... isto foi há tanto tempo.

E ainda hoje repercute.

 



Escrito por marialimeira às 21h30
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auto-retrato

 

o que vejo no espelho

quando me busco (em vão)

são apenas restos perdidos

do que já foi uma canção

 

nel meirelles

(falecido em 17/11/2006)

 

http://www.falapoetica.blogger.com.br/



Escrito por marialimeira às 20h27
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De Jorge Vicente para Maria Limeira

Para ti, Amiga,
 
um poema. Que tu sintas, que tu abraces dentro de ti as palavras, para que Sintas o nosso abraço a dar-te toda a nossa amizade e toda a nossa Bondade e Beleza. És muito especial.
 
Desculpa se o poema não conseguir transmitir bem o que sinto, mas aquilo que sentimos é tão grande e as palavras são tão poucas...
 
Abraçamos-Te na tua beleza!
Jorge Vicente
 
POEMA 
  
é preciso caminhar entre os vivos
e construir o paraíso na terra
- Aqui e Agora -
 
é preciso que esse Aberto
chame e estremeça do dentro
de todas as espécies
 
é preciso que palavras sejam ditas
sem simulação
chamando a vida do Fora
 
para o aconchego da árvore
 
é preciso que o grito renasça
o grito - o chamariz do Primordial
quando for o momento

 
é preciso abraçar esse corpo
Belo na luminosidade
de todas as rodas
 
é preciso amar quem nos vê
e toca
num círculo entre mãos
 
Abertas de nós e do outro
 
é preciso que a ave transporte
que o tempo deixe de ser
para que o corpo possa viver
 
na continuidade de tudo o que abrimos,

na continuidade de tudo o que somos
deixando chorar
 
quem de nós se entrega ao Aberto.

 
Jorge Vicente
  




Escrito por marialimeira às 17h35
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José Alencar & Lula: uma cena comovente

 



Escrito por marialimeira às 22h02
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"No silêncio que nos contempla"

brilham reservas acumuladas

de impossível dádiva

 

"No silêncio que nos contempla"

a Esperança

incansavelmente sobrevivente

vai desatando nós

vai desenrolando a luz

na direcção que deseja

 

Mas eis que brota a seiva

espantosamente real

das palavras

E ela vence a fome, dissolve

a ausência que brilhava

como uma faca no escuro

 

"No silêncio que nos contempla"

não há vidros partidos

cujas estilhas não se ajustem.

 

 

Maria João Oliveira

...........

 

O QUE NASCE DA TERRA ECOA FRUTO

Maria José Limeira

 

(Em homenagem a Maria João Oliveira)

 

No sigilo de nossas entre-linhas,

um bordado azul faz & re-faz.

São palavras tuas, ora minhas,

cujas teias abrem-se muito mais.

 

Brotam do chão, do céu & do além-mar.

Abrolham em terra seca ou amplidão.

Germinam fundo, ao sol ou ao luar.

Eclodem como som na escuridão.

 

Ah, se fosse o mundo só um verso inteiro.

Se fosse a vida apenas rendilhado,

eu disparava em cavalo ligeiro

tangendo aboio pra unir meu próprio gado.

 

E caso uma palavra peregrina

cortasse o céu ou pulasse o oceano,

como se fosse estrela matutina,

eu creditaria à verdade meu engano.

 

 

João Pessoa, 11.11.2010



Escrito por marialimeira às 16h36
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De Manuel C. Amor p/Maria Limeira e vice-versa

Ah quantos caminhos descaminhados percorri em busca de uma qualquer flor

rosa dália ou açucena tanto se me dava como se deu...

E foram tantas e tantas as flores que encontrei

E muitas as que ao longo do percurso reencontrei...

Por exemplo esta flor chamada Maria José Limeira....

 

Um beijo grande

 

Manuel C. Amor

..........

 

LUZ, SOL & JARDIM

Maria José Limeira

 

 (Ao meigo camarada Manuel C. Amor)

 

Na relva onde desfilo meu candor,

no céu onde se espalha o infinito,

existe um Manuel C. do Amor,

carinho em que me esbaldo e me agito.

 

E tantas flores, quantas, que nem sei

onde repousará tamanho regalo.

Tantos amores, quantos, que ganhei.

Se for só pra falar, então me calo.

 

Tanta afeição me deu e quanto agrado,

rosa, dália, cravo e jasmim.

De mudez até o mais alto brado,

luz era sol e tudo era jardim.

 

Em nosso desencontro, só tormento.

Em nosso reencontro, carreata.

Em nossa solidão, padecimento.

Em nosso dar-as-mãos tem serenata.

 

João Pessoa, 10.11.2010



Escrito por marialimeira às 21h36
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Dilma: momento de descontração

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Escrito por marialimeira às 20h37
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NO SILÊNCIO QUE NOS CONTEMPLA

Maria José Limeira

 

(Para Maria João Oliveira)

 

Ó dor, que cassas meu coração  

e emerges do frio e da escuridão,

vem ao meu des-enlace,

colore minha face,

deriva em altos varais 

– ó dor –

inda que eu não seja mais.

 

E não sendo,

sei que não sou,

mas sou,

inda que me doa  essa dor

que, sendo menos,

é mais do que se pode esperar

de quem há muito se esqueceu

do verbo amar.

 

Ó dor, que invalidas meu caminhar,

que me deixas vazia

quando me quero plena,

luto de toda madalena

que se entregara à noite

e  perdera a bússola

durante o dia.

 

Dor, tu rimas com flor

e amor.

Mas, embora espalhes cheiros

e ternuras,

és daquelas criaturas

que tanto dulcificam bocas

quanto amarguram a vida.

Que quanto mais me chamas de querida

- ó dor! - 

mais precipitas meu corpo

na pororoca  estrangeira

do rio que se diz mar.

 

Silêncio.

Há uns detritos de adeus no ar.

 

João Pessoa, 03.11.2010



Escrito por marialimeira às 01h06
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Dilma Presidenta:

Agora, Dilma Rousset não é mais “Dilma”

É a “Senhora Dona Presidenta do Brasil”!

Boa sorte & Bom trabalho!

Saludos!

Maria José Limeira

 



Escrito por marialimeira às 20h33
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