Blog de marialimeira


Ô coisa linda!

 



Escrito por marialimeira às 20h32
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Republicação: em homenagem a Marcus Aranha, falecido em Dez/2010

MIMOS, VAGIDOS, MOSTOS & OUTRAS RUTILÂNCIAS

Maria José Limeira

 

(Ao amigo Marcus Aranha)

 

Em tuas mãos em concha se revolvem

pequenos mimos de desvãos-vagidos.

Antes que mundos sejam, a ti comovem

fetos, mostos, iniciais balidos.

 

Em teus desvelos, hora de chegada.

Em tua angústia, tempo que se faz.

Em teus apelos soa alvorada

Em tuas rutilâncias, samba e jaz.

 

Pois mágico da vida em rito és

testemunha do que surge primeiro.

No escuro da procela do convés,

serenas o espasmo-desespero.

 

Embora assim te julgues tão urgente,

e tão depressa chegues à entrada,

te esgueiras depois em voz silente,

e quem fique continue jornada.

 

Podem muitos esquecer-te vida a fora.

Outros ficarem a ti indiferentes.

Mas, em mim estás presente agora,

entre húmus, seivas, terras quentes.

 

Pois quando precisei, tu me amparaste.

Quando sofri, curaste minhas dores.

Quando caí, tu me levantaste.

Eu era triste, tu me deste cores.

 

Que te ergas, então. Apressa os passos,

para acolher a ti mesmo em alegria,

pois não te faltarão os meus abraços.

Embora noite, ainda nasce o dia.

 

João Pessoa-PB

Em 20.01.2006



Escrito por marialimeira às 16h59
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EU ODEIO RODEIO!!!

(Maia José Limeira)



Escrito por marialimeira às 17h46
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MEDO, PÂNICO, QUIZILA & HORROR

Maria José Limeira

 

O touro entra na arena

cercado de expectativa.

Muitas espadas na cena.

Ninguém a dizer-lhe “viva”.

 

De um lado, turba demente.

De outro, toureiro insano.

Touro não pode ser gente,

nem ser chamado de “mano”.

 

Desvalido e solitário,

numa luta irregular,

espera o touro precário

que alguém venha lhe salvar.

 

Mas, ao redor de seu show, 

uma multidão hostil

aprova o circo de horror,

gritando “Viva o Brasil!”

 

As espadas enterradas

no seu lombo bem pesado,

já em lágrimas derramadas,

touro desiste, cansado.

 

Quanto medo inda lhe resta

quando a última estocada

leva embora sua festa.

Dor agora é madrugada.

 

Haja música, minha gente!

Chamem cantor popular.

Touro morto já não sente

O que sobra a festejar...

 

João Pessoa, 08.02.2011



Escrito por marialimeira às 17h32
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Circo de Horrores

 



Escrito por marialimeira às 16h03
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Coisas da Justiça

Furto de galinhas vai parar no Supremo

 

Frederico Vasconcelos

 

A reportagem a seguir, de autoria do editor deste Blog, foi publicada na edição desta quarta-feira (2/1) na Folha.

 

No dia 30 de setembro de 2002, um caseiro gaúcho conhecido como "Garnisé" aproveitou a pouca vigilância do patrão e furtou da propriedade, em Porto Alegre, cinco galinhas e dois sacos de ração. Embora tenha devolvido as aves e a ração furtadas, nos oito anos seguintes o fato mobilizou o aparato do moroso Judiciário brasileiro.

 

"Garnisé", então com 26 anos, foi denunciado em 2006 sob a acusação de "subtrair coisa alheia móvel" (artigo 155 do Código Penal), crime que prevê pena de um a quatro anos de prisão e multa. A ação penal contra o caseiro somente veio a ser trancada em novembro último pelo Supremo Tribunal Federal.

 

Contrariando parecer do Procurador-geral da República, a 2ª Turma do STF acompanhou, por unanimidade, o voto do ministro Ayres Britto, que reconheceu a "inexpressividade econômica e social" do furto. E mais: o relator ressaltou que o processo já registrava que a res furtiva (isto é, a coisa furtada) havia sido totalmente devolvida à vítima.

 

Ayres Britto entendeu que não era o caso de "se mobilizar a máquina custosa, delicada e ao mesmo tempo complexa" do Judiciário, para, afinal, "não ter o que substancialmente proteger ou tutelar", pois as penosas e a ração haviam sido restituídas.

 

Dois pontos polêmicos provocaram a longa tramitação. Inicialmente, uma juíza gaúcha recebeu a denúncia. Posteriormente, outra magistrada, após interrogar "Garnisé", revogou a decisão e rejeitou a denúncia, com base no princípio da insignificância (ou seja, seria um crime de bagatela, fato que não constitui infração penal).

 

O Ministério Público apelou, pois entendeu que a magistrada não poderia ter antecipado a absolvição. O Tribunal de Justiça gaúcho anulou a decisão da juíza, porque teria havido "cerceamento da acusação e violação do devido processo legal".

 

A Defensoria impetrou habeas corpus no Superior Tribunal de Justiça. A Quinta Turma considerou que a conduta de "Garnisé" "não pode ser considerada irrelevante para o direito penal".

 

Os dois sacos de ração e as cinco galinhas foram avaliados em R$ 286,00. O STJ decidiu que, no caso de furto, "não se pode confundir bem de pequeno valor com o de valor insignificante".

 

Ou seja, o furto cometido por "Garnisé" não poderia ser enquadrado na concepção doutrinária e jurisprudencial como bagatela.

 

Essa controvérsia foi dirimida pelo ministro Ayres Britto. Ele viu na conduta do caseiro "muito mais a extrema carência material do paciente do que indícios de um estilo de vida em franca aproximação da delituosidade".

 

Fonte:

http://blogdofred.folha.blog.uol.com.br/arch2011-02-01_2011-02-28.html#2011_02-02_10_26_56-126390611-0



Escrito por marialimeira às 12h09
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WSCOM PARAÍBA

Remédio amargo

 

 por Francisco Costa 

 

Há mais de 20 anos, um governador, Tarcisio Burity demitiu 28 mil funcionários ou prestadores de serviços. O ato causou protestos de várias entidades de defesa da sociedade contrárias à situação criada.

 

No mesmo período, ou seja, logo após as demissões foi realizado concurso público para auxiliar de serviços, reaproveitando várias pessoas recém demitidas.

 

Podemos perceber que se a partir daquelas demissões o Estado ou seus gestores subsequentes tivessem feito um planejamento das necessidades futuras, ou de que forma e em que setores haveria expansão, certamente estaríamos em outra situação.

 

Lamentavelmente temos a impressão que o planejamento só alcançava quatro anos e que áreas vitais para o funcionamento futuro não tinham a continuidade exigida em gestão pública.

 

Além da falta de planejamento estratégico para crescimento de longo prazo que possa melhorar o estado ainda podemos somar os sucessivos desencontros da classe política, impedindo sistematicamente a saída da Paraíba do paradeiro, mesmice e falta de rota a que estava e encontra-se atualmente.

 

Fatalmente chegaríamos onde estamos. Um Estado empregador e o pior de tudo, empregador ilegal. Sem idéias ou sem querer implantar programas de longo prazo os gestores partiram para a solução mágica do empreguismo imediato.

 

O problema é que ao partir para aplicar a magia gestores aplicaram a política do favor em detrimento de outros segmentos que faz parte da cadeia social.

 

Atingimos o ápice da magia. Agora não temos espaços para outros truques e precisamos correr atrás do prejuízo, aplicando a quimioterapia numa doença que seria curada com simples comprimidos.

 

Fonte:

http://www.wscom.com.br/blog/franciscocosta/post/post/Rem%C3%A9dio+amargo-6006



Escrito por marialimeira às 11h53
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